O que é uma startup

26-06-2020

O que é uma Startup e como montar a sua – Guia Estudante Empreendedor

Você sabe o que é uma Startup? Neste post você descobre tudo sobre o assunto e descobre como e porque montar a sua.

 

Muitos jovens e estudantes carregam dentro de si uma enorme vontade de ser donos do próprio nariz. Ter o seu próprio negócio. Uma empresa!

Nesta nossa nova realidade, onde nos encontramos cada vez menos off-line (pós-corona então, nem se fala), existe uma grade chance de sua empreitada seguir o modelo de uma startup.

Mas…

Se lendo esta nossa introdução você concluiu que uma startup é um “negócio online”, aqui vai a nossa primeira lição: você recebeu no máximo um “meio certo”. O conceito de startup está atrelado a questões mais profundas do que isso.

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Então, quer aprender que raios significa isso? Então segue com a gente. Vamos explicar tudo tim-tim pot tim-tim. Mentira (!), até porque, em uma startup não existe essa de “tudo nos mínimos detalhes”. No próximo tópico você entende porque.

 

O que é uma startup

Explicar uma startup não é uma coisa lá muito fácil. Nossa definição favorita sobre o termo, como você vai ver mais adiante, não é assim tão simples de ser entendida, principalmente se você está começando sua vida profissional.

Mas vamos lá. Antes da explicação final, podemos adiantar alguns pontos importantes e esclarecedores: é correto aceitar que um startup é uma empresa que oferece uma nova solução para o mercado (inovação) e que possui um grande potencial de crescimento. Ou seja, é escalável e de fácil repetição.

Agora vamos a um dos pontos mais importantes. Em seu livro Lean Startup (por sinal, leitura obrigatória para quem um dia sonha em ter a sua), Eric Ries define o conceito da seguinte maneira:

 

“Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza.”

 

Você entendeu o que ele quis dizer? Talvez sim. Mas, verdade seja dita, este conceito a gente entende mesmo é na prática.

Tentando explicar de uma maneira mais simples, o autor diferencia startups de outras empresas por esta característica de lidar com cenários imprevisíveis. Isso porque, uma empresa que está começando não sabe se o cliente vai gostar do seu produto, não sabe se existem clientes o suficiente para compra o seu produto, não sabe se a tela do aplicativo funciona melhor do jeito X ou Y. Enfim, em uma startup tudo parte de uma hipótese que é validada (ou não) na prática.

Além disso, nas organizações mais conservadoras, os acontecimentos são minimamente planejados: escolhas, metas, previsões de resultado, enfim. Claro que em uma startup isso existe estratégia, mas a grande questão aqui é que este modelo de negócio parte do princípio que o mercado está em constante mudança. E, portanto, é necessário se adaptar a ele.

Segundo a definição de Ries, qualquer empresa pode adotar o modelo de “startup enxuta” (mas isso é conversa para uma outra hora). Acontece que, na prática, usamos o termo startup para definir empresas que reúnem estas características (cenário de incertezas, modelo de negócio escalável e repetitivo) e que estão em uma fase inicial, ou seja: startando!

 

As principais características de uma startup

Apesar do textão, acreditamos que você pegou a essência. Mas a gente pode aprofundar um pouco mais. Do contrário, não existiriam tantos livros sobre o assunto. Aqui listamos algumas das principais características de uma startup.

 

Repetição e escala (o que é isso?)

Imagine que você tem uma lanchonete. Existe um limite de pessoas que podem consumir o seu produto ao longo do dia, não é? Mesmo que tudo vá muito bem obrigado, se você quiser alcançar mais pessoas será necessário abrir uma nova unidade, ou uma franquia, ou pelo menos fazer uma grande reforma.

Embora as grandes redes se especializam cada vez mais para estar em cada vez mais lugares, o esforço de uma startup para aumentar a sua base de clientes deve ser bem mais simples. Um dos motivos para isso, é a ausência ou redução de barreiras físicas. O outro, é a possibilidade de repetir este modelo em mais lugares com mais facilidade.

Por exemplo. O McDonald’s, em 2014, precisava de aproximadamente 800 unidades e 50mil funcionários para atuar em 192 cidades. Já o iFood, com um número muito menor de funcionários (mesmo que não seja pouco), em 2019 conseguia atender 483 cidades no Brasil. Mais do que o dobro do alcance com talvez nem 5% do número de pessoas.

Embora a gente esteja comparando alhos com bugalhos, o exemplo evidencia o grande objetivo de qualquer startup: reduzir as barreias de crescimento, para aumentar seu retorno sobre os investimentos.

 

Relação com inovação e tecnologia

No início do texto falamos que uma startup não necessariamente é um negócio online. Mas, entendendo escala e repetição como pré-requisito, fica evidente a importância da tecnologia, já que as barreiras físicas ficam muito menores.

Outro ponto é a inovação. Uma startup normalmente oferece algo que não existe, ou que não existia até pouco tempo atrás. Ela pode não ser a primeira a oferecer algo (vide os vários concorrentes da Uber que foram surgindo), mas atua em um modelo de negócio que tem a inovação como princípio.

 

Sem apego

Para finalizar, em uma startup não existe apego. Embora quando você for criar a sua, vai preparar todo um plano de lançamento, é importante ter ciência de que as coisas vão mudar constantemente.
A realidade de hoje não será a mesma de amanhã. É muito importante ter isso em mente, e estar preparado para aderir às mudanças e novidades de mercado.

 

Quantas pessoas são necessárias para montar um startup (perfil do profissional)

Vamos com calma.

Não existe exatamente uma regra quanta a isso. Nada te impede de começar uma startup sozinho. Mas, algumas coisas podem te impedir de fazer ela dar certo.

Primeiro, porque dá bastante trabalho. Mesmo. Por mais genial e escalável que seja sua ideia.

Segundo, porque alguns investidores e programas de investimento exigem a presença de pelo menos três pessoas/sócios trabalhando full time em uma startup. Normalmente com este perfil:

  • 1 programador full-stack
  • 1 especialista em marketing ou design
  • 1 desenvolvedor de negócios

Com estes três perfis você está apto a lançar o melhor protótipo possível, com a melhor experiência de usuário e obter as melhores parcerias/clientes para fazer sua startup crescer.

Claro que cada caso é um caso. Dependendo do modelo de negócio, ou da experiência dos sócios, talvez com duas pessoas você já consiga abranger estes três perfis de profissional. Você pode inclusive lançar sua empresa sem nem mesmo ter estes três perfis e obter sucesso. Mas, imaginando um cenário mínimo ideal, é mais ou menos por aí.

 

Eu tenho perfil para abrir uma startup?

Bom, como você viu no tópico anterior. Não existe UM perfil de empreendedor, existem, pelo menos, três. Mas, algumas características são comum à todos:

  • Ter resiliência
  • Saber trabalhar em equipe
  • Ser organizado (ou pelo menos tentar se organizar melhor)
  • Aceitar novas ideias
  • Gostar de aprender
  • Ter visão
  • Ser responsável

Entre outros. Além disso, é importante reforçar: se você quer abrir uma startup deve estar disposto a trabalhar bastante, ralar mesmo, e aceitar que nem tudo vai ser como você imagina.

 

Como abrir uma startup

O que não faltam é referências para te ajudar a abrir uma startup. Neste sentido, talvez o primeiro passo seja estudar muito sobre o assunto, ler bastante e se atualizar com as técnicas atuais do mercado.

Outro ponto importante é buscar cases, conversar com pessoas que têm ou já tiveram uma startup e aprender com os seus erros e acertos. Fora isso, aqui vão algumas dicas mais pontuais.

 

Comece! E aprenda sobre o conceito de MVP

Talvez agente deveria ter apontado isso na parte que falamos sobre o perfil do profissional. Mas startup e enrolação não combinam(!). Embora seja importante estudar, tanto sobre o modelo de negócio, quanto sobre os seus possíveis clientes, as certezas só vem com uma validação prática.

Neste sentido, se você quer ter uma startup, comece ela de uma vez! E o jeito mais rápido e seguro de fazer isso é através do conceito de MVP. Em português, chamamos de Mínimo Produto Viável.

Em resumo, este conceito significa definir as funções e características mínimas necessárias para você lançar um produto ou empresa e validar sua viabilidade a partir de testes, gastando o mínimo possível (de dinheiro e, principalmente, de tempo).

Usando uma metáfora, é como se você quisesse construir um boing e começasse por uma asa-delta, aperfeiçoando o produto conforme os feedbacks dos clientes e usuários na prática e em tempo real. No fim das contas, talvez você acabe nem concluindo o seu projeto de avião, mas sim de um disco voador, porque é aquilo que o mercado estava precisando.

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Aprenda a aprender

Isso mesmo. Aprenda a prender. E os conceitos de MVP e Lean Startup têm tudo a ver com isso. Comece com o mínimo possível, faça o maior número de testes que você puder, e documente tudo.

Erros em startups são teoricamente bem vindos, pois a partir deles novas hipóteses e soluções são criadas. O que deve ser evitado ao máximo é persistir no erro. E a melhor maneira de fazer isso é a partir da organização e documentação de seus testes.

 

Aprenda a linguagem dos números (e das KPIs)

KPI é a abreviação de um termo que em português chamamos Indicador-Chave de Desempenho (Key Performance Indicator). Se você quer ter uma startup, deve aprender tudo sobre elas.

Cada modelo de negócio tem as suas em específico. Mas termos como ROI (retorno sobre investimento) e CAC (Custo de Aquisição de Clientes) serão mais do que obrigatórios.

Lembrando: ter uma startup, eventualmente significará “ter um investidor”. E, para conquistá-los, e mantê-los felizes, você precisa aprender a falar a linguagem dos números.

 

Saiba contar uma história

Que problema a sua ideia resolve? Quem sem são seus possíveis clientes? Quantos clientes você pode ter? Quanto este mercado movimenta? Quanto você precisa gastar e quanto vai ganhar? Como você testou e validou tudo isso?

Se você quer encontrar um investidor, deve ter a resposta destas perguntas na ponta da língua. Mais do que isso, deve saber transformá-las em uma história cativante

Encontre a mágica da sua empresa, crie uma argumentação, treine cada palavra. Embora números sejam fundamentais, sua paixão e comprometimento serão extremamente decisores.

 

Tenha um CNPJ

Sem isso não existe empresa. Então esta poderia ser inclusive a nossa primeira dica.

E mesmo que você até possa (sem muito otimismo) conseguir convencer um investidor sem nem ter sua empresa constituída legalmente, o fato de ter um CNPJ vai mostrar o quão comprometido você está com sua ideia.

Fora isso, sem um CNPJ vai ser difícil firmar contrato com alguns parceiros que podem ser cruciais para o seu negócio, além de inviabilizar questões legais como emissão de notas e contratação de funcionários.

 

E aí, pensando em criar a sua primeira Startup? Já que a presença de um desenvolvedor é crucial, que tal ler nosso post que ensinamos “Como se tornar um programador”?

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